Até 2 anos – Período sensório-motor, caracterizado pelo desenvolvimento neuropsicomotor.
Começa a andar, sobe e desce escadas, sobe nos móveis, etc. – o equilíbrio é inicialmente bastante instável, uma vez que os músculos das pernas não estão ainda bem fortalecidos. Contudo, a partir de 1 ano e 4 meses, o bebê já é capaz de caminhar e de se manter de pé em segurança, com movimentos muito mais controlados.
Melhoria da motricidade fina devido à prática – capacidade de segurar um objeto, manipulá-lo, passa-lo de uma mão para a outra e o largar deliberadamente. Por volta de 1 ano e 8 meses, é capaz de transportar objetos na mão enquanto caminha.
Dependência Relativa – a princípio, o bebê não tem consciência e não se distingue da mãe; compreende que ambos são uma única unidade. No decorrer do desenvolvimento até os 2 anos, ele passa a distinguir o eu do não-eu; também a ansiedade de separação do bebê com relação à figura da mãe se faz presente; pensamento e compreensão intelectual estão se desenvolvendo e, aos poucos, a manifestação do bebê passa a ser mais ativa. Nesta fase, formam-se estruturas para a saúde mental futura.
A criança baseia-se exclusivamente em percepções sensoriais e em esquemas motores para resolver seus problemas que são excessivamente práticos. Embora a criança já tenha uma conduta inteligente, considera-se que ela ainda não tem pensamento, já que ainda não dispõe da capacidade de representar eventos, evocar o passado e referir se ao futuro.
Os esquemas sensório-motores são construídos a partir de reflexos inatos, usados pelo bebê para lidar com o ambiente.
Maior desenvolvimento da memória, por meio da repetição das atividades. Isso permite ao bebê antecipar os acontecimentos e retomar uma atividade momentaneamente interrompida, à qual dedica um maior tempo de concentração. Da mesma forma, com sua rotina diária, o bebê desenvolve um entendimento das sequências de acontecimentos que constituem os seus dias e dos seus pais.
Exibe maior curiosidade: gosta de explorar o que o rodeia.
Compreende ordens simples, inicialmente acompanhadas de gesto e, a partir de 1 ano e 3 meses, sem necessidade de recorrer a gesto.
Apartir de 2 anos até 6 anos – Período pré-operatório, caracterizado pelo aprimoramento das habilidades até então adquiridas e o aparecimento da função simbólica ou semiótica, ou seja, é a emergência da linguagem.
Maior capacidade de comunicação, locomoção, manuseio de objetos e jogos simbólicos.
Momento de explorar e brincar.
Capacidade de elaboração simbólica: fala e pensa sobre si, faz escolhas e planos, é criativo na linguagem e, partir dos 3 anos, tem maior percepção dos limites.
Egocentrismo, construção da identidade e maior consciência do “eu”.
Início da construção da independência e sociabilização, já que a criança está mais exposta ao mundo e suas complexidades.
Começa a se identificar com a sociedade por meio de grupos. A cada etapa, se torna capaz de abarcar novos fenômenos da sociedade. Nessa fase, é muito necessária a participação dos pais na tarefa de aliviar as tensões sociais, as quais o filho está exposto.
O processo de crescer, amadurecer e de identidade pessoal continuará por toda a sua existência, tendo início nesta fase.
Fonte: Período Sensório-Motor de Jean Piaget, por Natália Castanha (psicóloga).
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Olá! Adorei as reportagens!Achei super interessante!especialmente para tirarmos algumas dúvidas que nós mamães e papais temos!!!
Mamães e Papais temos!!!